
O Senar regional Amazonas (Senar-AR/AM) marcou presença no Encontro Nacional de Coordenadores de ATeG, que se encerrou nesta quarta-feira (18/03) e foi realizado pela Diretoria de Assistência Técnica e Gerencial do Senar. Durante o evento, a instituição, por meio da sua Gerência Técnica participa da exposição de produtos ATeG: “Campo e resultado: histórias que geram valor”.
Criada para mostrar que a ATeG não transforma apenas indicadores, transforma realidades, a exposição conta com dois produtos genuinamente amazonenses cujas propriedades recebem a assistência técnica e gerencial do Senar Amazonas: o Mel da Chácara Printes, de Boa Vista do Ramos e o Café Boa Esperança, de Apuí.
Produtora do mel da abelha jandaíra, que já ficou em sétimo lugar em um concurso nacional, a meliponicultora, Heloane Moraes Printes, venceu as dificuldades e perdas ao começar a receber a assistência da ATeG, em dezembro de 2024. Conhecimento sobre boas práticas, manejo correto, gestão financeira e, principalmente, o valor do seu próprio trabalho contribuíram para que o sonho de crescer fosse uma realidade.

Em um ano e três meses, a criação saltou de poucas caixas para 84 colmeias, com produção forte, saudável e crescente. A meta para este ano, é abrir a primeira loja de mel em Boa Vista do Ramos, expandindo mercado, identidade e impacto.
“Através do gerenciamento do Senar e das orientações técnicas, eu consegui alavancar as minhas vendas e a quantidade de mel coletada. De 2025 para 2026 eu cheguei a cem quilos de mel”, conta Heloane.
A trajetória do cafeicultor de Apuí, Paulo Cezar Lourenço Bruno é parecida. O café produzido por ele é fruto da perseverança e visão de futuro. Comercializando seu produto apenas em grãos, o que trazia pouco retorno financeiro, Paulo Cezar encontrou na ATeG a oportunidade de vender seu produto em pó.
Mudanças importantes foram adotadas em todo o processo produtivo. O cuidado passou a iniciar ainda na catação e separação dos grãos selecionados, seguido por lavagem adequada e secagem em terreiro suspenso, garantindo melhor qualidade e preservando o sabor do café.
O resultado desse trabalho foi a criação do Café Boa Esperança, um produto que carrega aroma e o sabor do Robusta Amazônico, assim como o resultado do planejamento e da assistência técnica no campo.

Para o presidente do Senar-AR/AM, Muni Lourenço, é um orgulho ver o Senar Amazonas representar tão bem o estado em um importante encontro nacional. “Os exemplos do mel da Chácara Printes e do Café Boa Esperança mostram que, com orientação, conhecimento e gestão, pequenos produtores podem alcançar novos mercados, agregar valor à produção e crescer de forma sustentável. Esses resultados não são apenas números, são histórias reais de superação, empreendedorismo e desenvolvimento para o Amazonas e para o Brasil”, comemorou.
A superintendente do Senar-AR/AM, Jeyn’s Alves, afirma que levar o mel de Boa Vista do Ramos e o café de Apuí para Brasília é mais do que apresentar produtos. É apresentar histórias de transformação construídas com o apoio da ATeG do Senar Amazonas.
“A trajetória da produtora Heloane Printes e do cafeicultor Paulo Cezar é a prova de que, quando o produtor recebe orientação técnica de qualidade e apoio na gestão, ele passa a enxergar o próprio negócio com mais estratégia e confiança. Nosso objetivo é justamente esse, fortalecer o produtor rural, valorizar o que é genuinamente amazonense e mostrar que o campo é um espaço de inovação, geração de renda e oportunidades”, destacou.
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Texto: ASCOM – Faea Senar Fundepec/AM
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