
A busca por novas oportunidades para o agronegócio amazonense levou a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Amazonas (FAEA) a promover, no dia 6 de maio, uma agenda técnica/empresarial na Embrapa Amazônia Ocidental voltada à cultura do pau-rosa. A iniciativa reuniu produtores, empresários e representantes do setor rural interessados em conhecer o potencial econômico da espécie e os estudos que podem viabilizar sua produção comercial no estado.
A ação foi organizada após a Federação perceber um movimento crescente de investidores interessados em atividades ligadas à bioeconomia amazônica. Diante desse cenário, a FAEA articulou a aproximação entre o setor produtivo e os pesquisadores responsáveis pelos estudos sobre manejo, produção de mudas e aproveitamento industrial do pau-rosa.
Durante a programação, especialistas da Embrapa apresentaram os resultados das pesquisas voltadas ao desenvolvimento de um modelo produtivo capaz de unir rentabilidade e sustentabilidade ambiental. Os participantes conheceram técnicas de propagação de mudas, métodos para aumentar a produtividade no campo e estratégias para garantir maior qualidade do óleo essencial extraído da planta, produto valorizado pela indústria internacional de fragrâncias e cosméticos.
O presidente da FAEA, Muni Lourenço, afirmou que a proposta da visita foi oferecer informações técnicas confiáveis aos produtores e empresários que avaliam investir na cultura futuramente.
Segundo ele, o Amazonas reúne condições favoráveis para transformar o pau-rosa em uma atividade agrícola organizada, capaz de abrir novas oportunidades econômicas no interior do estado.
Além das apresentações técnicas, o grupo percorreu áreas experimentais da Embrapa, acompanhando de perto as etapas de formação de mudas e os processos utilizados nos testes de extração do óleo essencial. A comitiva contou com representantes do setor produtivo de diferentes regiões do Amazonas e empresários interessados no potencial da cadeia.
Para a Federação, o fortalecimento de culturas como do pau Rosa pode representar um novo eixo de desenvolvimento para o agronegócio amazonense, sobretudo em um momento em que o mercado global amplia a demanda por produtos de origem amazônica. A expectativa é que o avanço das pesquisas contribua para atrair investimentos, estimular novos negócios e ampliar as alternativas de geração de renda no estado.
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Imagem: Lúcio Cavalcanti
Texto: ASCOM – Sistema Faea Senar Fundepec/AM
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